O “SOS – São Torpes”  foi um sucesso, pois pela primeira vez os surfistas mostraram que pretendem que o surf seja preservado e desenvolvido no Alentejo. Os surfistas locais estão empenhados em preservar o desporto, não só pela qualidade de vida dos residentes nos municípios vizinhos, mas também para os muitos turistas que visitam o Alentejo.

Como anteriormente anunciado, a associação S.O.S. – Salvem o Surf esteve, no passado fim-de-semana de 21 e 22 de Maio, na região de Sines com o intuito de esclarecer surfistas e comunidade local sobre os impactes da obra de extensão do molhe do Porto de Sines em São Torpes.

S.O.S. e a Administração do Porto de Sines

Esta acção já se tinha iniciado há umas semanas atrás quando a Administração do Porto de Sines (APS) acordou uma cordial reunião com a SOS. Uma reunião que se revelou bastante importante para o surf, pois devido a uma lacuna legal, os impactes no surf não são estudados, por regra, nas obras costeiras, e a SOS tem tentado salientar, obra a obra, a importância dos impactes no surf.  No seguimento dessa reunião, a APS já facultou à SOS estudos realizados sobre a praia de São Torpes, contratados pela APS, o que a SOS agradece.

Assim, o passado fim-de-semana ficou marcado pela adesão da comunidade surfista local à causa da SOS – Salvem o Surf. Cerca de uma centena de surfistas participou directamente no logótipo humano “SOS” e na conferência “SOS – SãoTorpes”.

Em parceria ambiental com o Circuito Regional de Surf do Alentejo organizado pelo Sines Surf Clube, a SOS aproveitou a presença de muitos surfistas e banhistas na praia dos Aivados para –  durante o dia de sábado – sensibilizar a comunidade local para a causa da SOS-Salvem o Surf, incluindo uma tenda onde os  voluntários da SOS facultaram esclarecimentos e documentos, e angariaram donativos.

Os impactes das obras do Porto de Sines na praia de São Torpes

Pelas 19h30, realizou-se no Centro de Artes de Sines a conferência “SOS–São Torpes”, numa sala muito bonita e bem equipada, que se revelou pequena para o efeito. A conferência foi aberta por André Teixeira, presidente da Associação de Surf do Alentejo. O segundo orador foi Sérgio Santos, Presidente do Sines Surf clube. Em seguida o professor do IST e presidente da SOS, Pedro Bicudo explicou quais os impactes do prolongamento do molhe na Praia de São Torpes. As alterações das condições para a prática do surf, afectando algumas das melhores ondas da região alentejana, bem como a alteração do extenso areal da praia de São Torpes são os principais impactes expectáveis. Por fim, houve um debate público, muito participado, sobre o futuro do surf no município de Sines.

Logótipo Humano SOS

No dia seguinte a SOS voltou a estar presente no Circuito Regional de Surf do Alentejo, desta vez na praia do L-Point. O bom tempo, as excelentes ondas, e a realização das finais do campeonato regional de surf e bodyboard atraíram centenas de pessoas à praia. Para finalizar a acção da SOS – Salvem o Surf foi elaborado na água, com surfistas e bodyboarders, o logótipo humano gigante “SOS” que contou com a participação de quase uma centena de surfistas.

Durante o evento “SOS – São Torpes” foram dados os primeiros passos para a criação de um núcleo regional da SOS – Salvem o Surf. Os surfistas alentejanos estão empenhados em preservar as praias da região e apoiar estudos e projectos que possam desenvolver o surf, tendo sempre em conta o grande pólo industrial e o porto estratégico de Sines, de modo a que estes sejam compatíveis com um surf ao mais alto nível.

A associação SOS congratula-se pelo sucesso desta iniciativa e volta a agradecer a surfistas e à comunidade local que aderiram à causa SOS – Salvem o Surf.

ALOHA!