DESTAQUES

Pelo segundo ano consecutivo, a SOS – Salvem o Surf participou na mais importante conferência internacional sobre protecção de ondas: a “Global Waves Conference” (GWC).

Decorreu nos passados dias 6, 7 e 8 de Maio, em Rosarito, cidade mexicana que se situa a alguns quilómetros da baía de Todos os Santos, uma das seis Reservas Mundiais de Surf, a “Global Waves Conference 3”, uma iniciativa que reúne associações de todo o mundo que trabalham em prol da protecção das ondas do planeta.

Após a segunda edição da GWC, que decorreu em Biarritz, França e San Sebastian, Espanha, na qual as participações e debates entre as várias associações se centraram no valor das ondas e nas ameaças a áreas de surf, este ano a organização lançou o repto a todos os participantes que encontrassem a resposta para a pergunta “How best do we work together?”.

Com uma participação recorde de mais de 50 pessoas, representantes de 19 organizações diferentes, a GWC foi um verdadeiro sucesso. Além da partilha de experiências entre as várias associações, de casos de estudo como a Baja Mexicana, foram também debatidos programas inovadores e estratégias pro-activas de protecção de ondas, bem como novas ferramentas de actuação nesta área.

Representada pelo seu vice-presidente, Pedro Monteiro, a SOS – Salvem o Surf apresentou a realidade portuguesa e da associação. Ondas perdidas em Portugal, Evolução do Surf em Portugal, Política do Mar, Regulamentação do Surf foram alguns do tópicos abordados durante a palestra.

Todavia, o momento alto da conferência coincidiu com a assinatura de um “memorando” entre todas as associações. Um documento que revela o grau de compromisso, entusiasmo e responsabilização de todas as associações que se fizeram representar no GWC.

Ainda durante a GWC, decorreu uma reunião do Concelho Visionário das Reservas Mundiais de Surf, na qual também participou Pedro Bicudo, presidente da SOS, via skype. Nesta reunião foi estudada a consagração de novas Reservas Mundiais, bem como foi avaliado o desempenho das Reservas existentes.

Para Pedro Monteiro, vice-presidente da SOS, a participação da associação portuguesa neste tipo de iniciativas é fundamental para o crescimento da mesma. «Estar com os representantes de todas aquelas associações de defesa das ondas e do surf foi uma excelente experiência e uma grande aprendizagem. Cada zona do globo tem as suas particularidades e as suas maiores preocupações, têm também o surf em diferentes estados de desenvolvimento, de modo que dá para ao mesmo tempo contribuir para alguns dos casos e aprender para eventuais dificuldades que possamos vir a sofrer em Portugal. Defender ondas é muito mais que defender a vaga, é todo um meio envolvente e toda uma cultura e modo de estar e são as diversas contribuições que o surf pode dar. Nesta conferência falou-se muito do trabalho em rede e do valor económico do surf (Surfonomics), que de certa forma já está a ser apurado em Portugal».

Organizações representadas:

-          Áreas Marinas Protegidas (Costa Rica)

-          Bodhi Surf School (Costa Rica)

-          DGCOSTERA (Perú)

-          Federacion Canarias de Surf – Federacion Española de Surf (Espanhã)

-          Gobierno del Estado de Baja California (México)

-          LIVBLUE (EUA)

-          Pronatura (México)

-          SOS – Salvem o Surf (Portugal)

-          Save The Waves Coalition (EUA)

-          Surf-Ens (México)

-          Surfers Environmental Alliance (EUA)

-          Surfers Against Sewage (UK)

-          Surfrider Foundation Europe (França)

-          Surfrider Foundation US (EUA)

-          United Athletes of the Pacific Ocean (EUA/México)

-          UC Irvine (EUA)

-          Waveloch (EUA)

-          Waves for Development International (EUA, Suiça, Perú)

-          WildCoast/CostaSalvaje (EUA/México)

No dia 16 de Novembro, “Dia do Mar”, a SOS – Salvem o Surf pediu ao Secretário de Estado do Mar, Dr. Pinto de Abreu, que o surf seja considerado nos Estudos de Impacto Ambiental, de forma a evitar que mais ondas sejam danificadas, levando a perdas económicas de vários milhões de euros, e a debilidade da cultura oceânica de Portugal.

«Ano a ano o mar vai reconquistando o lugar que sempre deveria ter mantido no coração e cabeça dos Portugueses. O mar está dentro de nós, na nossa poesia, na nossa gastronomia, no ar que respiramos, na nossa personalidade. E o surf, essa obsessão que une a urbe ao mar, está cada vez mais presente na nossa realidade cultural e económica. Ainda assim, o surf continua a não ser considerado nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) de obras costeiras privadas ou de intervenção pública», lê-se na carta aberta dirigida ao responsável do Governo pela secretaria de Estado do Mar.

A SOS reforça ainda a importância das várias entidades de surf nacionais serem ouvidas sempre que o surf esteja implicado em projectos costeiros, bem como os pequenos comerciantes e empresários, que no fundo são os responsáveis por cerca de 80% da economia da nossa costa. Foram também transmitidos os primeiros resultados preliminares do estudo “VoW – Value of Waves and Ocean Culture”, um estudo pioneiro a nível mundial, sobre a importância do surf.

A SOS Salvem o Surf (através do recentemente criado Núcleo Saúde e Inclusão Social) vai estar envolvida na organização de mais um evento de Surf Adaptado, juntamente com a Associação Portuguesa de Surf Adaptado, que irá ter lugar na Praia de Carcavelos (em frente ao Windsurf Café), nos dias 22 e 23 de Setembro.

Esta actividade, paralelamente ao que tem acontecido em outras do mesmo género, terá como principal objectivo promover o acesso á modalidade de pessoas com mobilidade reduzida, bem como promover o saudável convívio e trocas de experiências entre voluntários e participantes.Para os interessados o check-in de participantes e voluntários será as 9h00 em ambos os dias.

Agradecemos a confirmação da vossa presença até ao dia 20 de Setembro pelo contacto: joaotlopes@hotmail.com

Muito obrigado pela vossa colaboração!

Boas Ondas

João Taborda Lopes
SOS Salvem o Surf
Núcleo Saúde e Inclusão

A SOS – Salvem o Surf empenhou-se fortemente no lançamento da Reserva Mundial de Surf da Ericeira. Após debater-se com a quantidade de ondas que se perdiam em Portugal, a SOS optou pela estratégia preventiva de valorizar a nossa orla costeira como recurso natural muito valioso, a fim de a preservar para as gerações futuras e para o turismo sustentável. Nesse sentido a Reserva é crucial para a nossa associação. A SOS pretende ainda vir a apoiar, no futuro, reservas de surf nacionais para proteger mais praias e ondas em Portugal.

A SOS tem responsabilidades incontornáveis na Reserva Mundial de surf da Ericeira pois:

- A organização das World Surfing Reserves (WSR) delegou na SOS – por questões logísticas e por ser a única associação de surfistas nacional com forte componente ambiental e com uma componente académica ímpar a nível mundial – o apoio técnico à Reserva Mundial da Ericeira;

- João de Macedo, o fundador do conceito das WSR e director da SOS, e Pedro Bicudo, presidente da SOS, são os únicos portugueses no Concelho das WSR, e por isso têm a responsabilidade de reportar a este Concelho a evolução da reserva Mundial de Surf da Ericeira.

A SOS tem como princípio basilar proteger a costa, sempre em colaboração com os surfistas locais. Com ou sem reserva, os locais são sempre os primeiros guardiões da nossa costa. Na Ericeira existem duas associações, o ESC e a AABC que estão a planear a gestão da reserva com a Câmara Municipal de Mafra (CMM). A SOS não pretende gerir a Reserva mas sim apoiá-la com todo o seu saber, bem como fiscalizá-la de uma forma independente, o que aliás nunca deixou de fazer, e tem o dever de reportar a evolução da Reserva ao concelho das WRS.

Assim, a SOS colaborou com a WSR por um lado e com a CMM, a AABC e o ESC por outro, no lançamento da Reserva. Para além do apoio à Cerimónia, a SOS apoiou João Valente da revista Surf Portugal nos conteúdos do Booklet da Reserva. A SOS também redigiu e entregou à CMM, à AABC e à ESC um importante documento: “Proposta de Plano de Gestão da Reserva”, a ser seguido pelos guardiões da Reserva. Pelos estatutos das WSR, a Reserva deve ser protegida por um concelho de Guardiões, e os Guardiões devem apresentar um plano de gestão. A Proposta de Plano de Gestão inclui a organização formal trazida pelas WSR, os pontos colocados pela AABC e o ESC, contem os limites geográficos da Reserva definidos pela CMM, e questões ambientais e de qualidade das ondas trazidas pela SOS. No entanto, a SOS nota que o forte envolvimento da associação na Reserva terminou na cerimónia da reserva em Outubro, cerimónia que marcou o mundo do Surf.

Entretanto as instituições locais CMM, AABC e ESC optaram por formalizar legalmente a reserva com uma associação. A constituição desta associação deverá estar para breve, mas ainda não foi concluída. A nossa Proposta de Plano de Gestão ainda não foi revista e publicada pelas instituições locais, pois estas pretendem que seja a associação a concluí-la. Possivelmente este processo acabou por atrasar a resolução dos problemas ambientais na Reserva. Alguns destes começaram a ser endereçados apenas muito recentemente com a limitação de veículos nas arribas na Baía dos Três Irmãos e com colheitas de água no pequeno ribeiro da mesma baía. Esperemos que estas acções sejam o início do que colocámos na Proposta de Plano de Gestão, sob recomendação da AABC e do ESC.

Em paralelo despoletou-se o diferendo entre o Ribeira Surf Camp e a CMM devido ao Plano de Urbanização para Ribeira de Ilhas. Fazemos votos para que este diferendo seja resolvido a bem do surf, pois este icónico surf camp, pioneiro em Portugal, trouxe muitos turistas à região e mostrou o caminho do desenvolvimento sustentável do surf.

A SOS – Salvem o Surf está ciente das questões ambientais a resolver na Ericeira. Não pretendemos entrar em detalhes, mas a qualidade da água, a paisagem, a preservação das arribas, a morfologia e dinâmica das ondas das praias, a facilidade e liberdade dos acessos às praias, são factores ambientais aos quais a SOS estará atenta, pois são muito importantes para o sucesso da Reserva. Podem contar com todo o saber e a energia da SOS desde que seja para a melhoria da qualidade ambiental da Reserva.

Contactos para mais informações à imprensa sobre este evento do SOS – Salvem o Surf:

Eduardo Madeira:  media.salvemosurf@gmail.com

A SOS – Salvem o Surf volta a associar-se a um dos maiores eventos nacionais, desta vez, um projeto desenvolvido pela BUONDI, uma marca há muito ligada ao surf.

Sensibilizar e alertar para um conjunto de ameaças ao litoral e para a necessidade de alterar comportamentos são os principais objetivos da Maré Humana, a maior ação de praia do mundo, promovida pela BUONDI em conjunto com a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE). A data está marcada para a manhã do próximo dia 12 de maio em 20 praias de 20 concelhos de Portugal Continental e ilhas.

Para lançar estes alertas, a Maré Humana contará com o envolvimento de municípios, de crianças e jovens de Eco-Escolas, escuteiros e surfistas, bem como toda a população, que deverão participar num conjunto de ações de educação e consciencialização ambiental. Biodiversidade, resíduos, qualidade da água, pesca sustentável e radiação solar são alguns dos alertas que esta mega ação de praia pretende deixar à comunidade.

A Maré Humana termina com um momento solene e simbólico, em que todos os participantes – tanto em terra como no mar – dão as mãos por uma causa: a proteção do litoral.

Associada ao surf há mais de 20 anos pela partilha de valores como a inovação juventude, irreverência e preocupação com o ambiente, BUONDI promove agora esta Maré Humana, em defesa de um território que é de todos. Para saber mais sobre esta Maré Humana, consulte http://www.buondi.pt/marehumana/.

Lista de praias envolvidas nesta ação:

Norte

Viana do Castelo -  Cabedelo

Vila Nova de Gaia -  Praia Madalena Norte

Matosinhos – Praia de Matosinhos

Centro

Ovar – Furadouro

Figueira da Foz – Relógio

Nazaré – Praia da Nazaré

Peniche – Supertubos

Ericeira – Foz do Lizandro

Sintra – Praia Grande

Cascais – Praia de Carcavelos

Costa de Caparica – Praia de São João da Caparica

Setúbal – Praia da Figueirinha

Alentejo

Grândola – Troia-Mar

Grândola- Tróia-Mar

Algarve

Vila do Bispo – Cordoama

Albufeira – Praia dos Pescadores

Acrescentar Loulé – Praia da Quarteira

Vila do Bispo – Cordoama

Açores

Ilha do Faial Horta, concelho da  Horta – Porto Pim

Ilha Terceira, concelho da Angra do Heroísmo - Prainha

Madeira

Funchal – Praia Formosa

Em 2012, as praias portuguesas candidatam-se e vão a votos na eleição das “7 Maravilhas – Praias de Portugal®”, um grandioso projecto que pretende promover o que de melhor há no nosso país e ao qual a SOS – Salvem o Surf se associa.

A fase de candidaturas para a eleição das “7 Maravilhas – Praias de Portugal®” está a decorrer desde dia 2 de Dezembro num micro-site criado para o efeito (http://inscricoes.7maravilhas.pt). A organização já recebeu candidaturas de algumas das mais emblemáticas praias nacionais e espera até dia 15 de Janeiro de 2012 ultrapassar o número atingido em 2011. Esta fase, bem como as restantes fases de seleção, é acompanhada de perto pelo Conselho Científico, composto por 7 entidades: Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território; Marinha Portuguesa; Associação Bandeira Azul da Europa; GEOTA; Liga para a Protecção da Natureza; Quercus; e a SOS – Salvem o Surf, Associação Nacional de Defesa do Surf.

“Considero altamente prestigiante para o surf em geral, e para a SOS – Salvem o Surf em particular, termos sido convidados para integrar o Conselho Científico de um evento deste calibre. Prova que o desporto de ondas está a ser reconhecido pela sociedade como elemento central na cultura costeira e das praias, não só na sua componente desportiva mas também ambiental”, explica Manuel Valadas Preto, vice-presidente da SOS – Salvem o Surf.

Enquanto membro do Conselho Científico desta iniciativa, a SOS – Salvem o Surf apoia a organização e acompanha de perto a eleição, constituindo um apoio de relevo nas várias fases de decisão do projeto. Nesta primeira fase cabe ao Conselho Científico apoio ao nível técnico e a validação de todas as candidaturas recebidas pela organização.

Posteriormente realça-se o envolvimento na constituição do Painel de 70 Especialistas que elegem as 70 pré-finalistas e a integração do Conselho Científico no Painel de Notáveis que define as 21 finalistas para votação pública.

As 70 pré-finalistas são conhecidas a 7 de Fevereiro e as 21 finalistas são reveladas a 7 de Maio. A votação pública decorre entre 7 de Maio e 7 de Setembro, no site oficial, por telechamada, SMS e Facebook.

Mais informações na página de Facebook da SOS – Salvem o Surf: http://www.facebook.com/pages/SOS-Salvem-o-Surf/145404585556836

A SOS – Salvem o Surf – associação ambiental de elevada capacidade técnica que visa não só preservar, mas também desenvolver o surf e o desporto de ondas – esteve na presente semana, a convite de vários surfistas, na ilha da Madeira com o objectivo de dar passos importantes na salvaguarda e desenvolvimento do surf nesta região.

Durante dois dias bastante intensos, a SOS – Salvem o Surf fez-se representar ao seu mais alto nível, através de Pedro Bicudo e Pedro Monteiro, presidente e vice-presidente respectivamente, na ilha da Madeira.

Após tomar conhecimento, através de surfistas da Madeira, do projecto “Ligação Marginal entre o Cemitério e o Cais de Paul do Mar” a direcção da SOS decidiu desenvolver esforços para que a associação participasse na consulta pública do projecto. Como é sabido, a hipótese desta obra se vir a realizar deu azo a um grande debate, nomeadamente nas redes sociais, entre a comunidade surfista portuguesa, em particular entre os surfistas madeirenses, que teme perder a onda de Paul do Mar.
Assim, à chegada à Madeira, a SOS reuniu-se com os surfistas madeirenses, alguns representantes de entidades ligadas ao surf como o Núcleo de Surf da Associação Desportos da Madeira (ADM), o Clube Naval do Funchal e o Centro de Treino Mar. Um encontro informal onde ficou patente a grande vontade da comunidade surfista, entidades hoteleiras e comerciais em continuar a trabalhar na defesa e desenvolvimento deste desporto na ilha da Madeira.

Num acontecimento agendado pelos surfistas locais, a SOS teve a oportunidade de reunir com o Dr. Manuel Baeta de Castro, presidente da Câmara Municipal de Calheta. Uma conversa bastante produtiva onde a associação teve a possibilidade de apresentar vários estudos que demonstram a relevância do surf noutros pontos do nosso país. No final, o Dr. Manuel Baeta de Castro mostrou-se bastante sensível às questões levantadas pela SOS e revelou que no município de Calheta o surf é visto como um desporto natureza a salvaguardar e potenciar. No mesmo dia, a SOS – Salvem o Surf reuniu com o Eng.º João Correia, Director Regional do Ambiente. Um encontro onde o projecto do Paul do Mar foi discutido na perspectiva de preservar a onda de classe mundial que ali quebra com bastante regularidade. Mais uma vez, o encontro revelou-se extremamente positivo, sendo que as entidades regionais mostraram estar susceptíveis a incluírem o surf no Estudo de Impacte Ambiental do projecto de Paul do Mar.

A SOS – Salvem o Surf participou nos passados dias 24 e 25 de Outubro na mais importante conferência ambiental sobre ondas do mundo realizada até hoje, a Global Wave Conference que decorreu no País Basco.

A Global Wave Conference, um evento pioneiro e memorável, juntou pela primeira vez várias associações ligadas à protecção de ondas para estas partilharem entre si e com o público as suas experiências, conquistas e frustrações. Durante dois dias, Biarritz e San Sebastian foram palco de um evento que promete ficar para a história.

Marcada pela intensidade das sessões, a Global Wave Conference reuniu, em dois dias, mais de duas dezenas de palestras relacionadas com a protecção de ondas, divididas em três grandes temas: O valor das ondas; Ameaças; Estratégias para protecção de ondas. A destacar algumas apresentações como a de Chad Nelson (Surfrider Foundation) sobre o exemplo da mítica onda de Trestles; Taha Al Azzawi, socióloga francesa, sobre o valor social do surf e das ondas; Will Henry (Save the Wave Coalition) que falou sobre o mau exemplo do Governo regional da Madeira que acabou por danificar a onda de Jardim do Mar. Já a SOS – Salvem o Surf, representada por Manuel Guerra, coordenador do departamento legal da SOS, apresentou uma palestra sob o título “Ondas salvas e ondas perdidas em Portugal” (brevemente disponível em vídeo).

Após dois dias de partilha todas as associações presentes na Global Wave Conference decidiram dar mais um importante passo, a assinatura de um memorando de entendimento no qual ficou registada a vontade de todos em colaborar em conjunto para beneficio das ondas e do surf (vídeo brevemente no Facebook da SOS – Salvem o Surf).

A SOS – Salvem o Surf sai do País Basco reforçada e com a convicção de que não estamos sós na luta pela defesa das ondas, afinal começam a surgir novos movimentos internacionais com o intuito de salvaguardar as ondas. As experiencias inspiradoras partilhadas durante a Global Wave Conference dão-nos mais força para continuar a trabalhar em prol das ondas.

Um obrigado a todos os que nos têm ajudado nesta caminhada!

Link GWC: http://www.globalwaveconference.com/

Link SOS FB: http://www.facebook.com/pages/SOS-Salvem-o-Surf/145404585556836

A SOS – Salvem o Surf esteve mais uma vez presente no maior evento de surf realizado no nosso país o Rip Curl Pro Portugal.

Durante os quatro dias de prova – marcados por condições épicas e prestações fantásticas dos surfistas – a SOS esteve sempre presente na praia de Supertubos, não só apoiando a Rip Curl Planet a nível ambiental, mas também com várias acções de promoção.

Ninguém ficou indiferente à instalação “Cemitério de Ondas” (ver fotos), através da qual a SOS quis transmitir ao público quais as ondas danificadas ou que desapareceram por completo devido à acção do Homem.

Outra grande atracção foi o stand-up SOS onde qualquer pessoa podia tirar uma foto a fazer um tubo perfeito e posteriormente passar na nova página de Facebook da SOS e descarregar a fotografia.

Além das acções de promoção, a SOS promoveu, em conjunto com a Rip Curl Planet, uma palestra sob o tema “Práticas políticas e cívicas para a promoção de um ambiente sustentável” que contou com a presença de vários convidados, entre eles o presidente da Câmara de Peniche, António José Correia.

Várias foram as pessoas que se mostraram sensibilizadas com a causa da SOS – Salvem o Surf, entre elas muitos surfistas do World Tour que desconheciam a associação. Entre eles, o australino Owen Wright. O actual número dois do circuito, confessou à SOS sentir-se bastante bem no nosso país e que leva as ondas de Supertubos, Peniche e os portugueses no seu coração. Owen Wright mostrou-se muito interessado na SOS – Salvem o Surf deixando um claro apoio à associação. O jovem australiano revelou-se também bastante sensível ao salvamento de banhistas em apuros, pois foi numa associação de nadadores salvadores que ganhou a confiança necessária para se degladiar com ondas poderosas como as dos Supertubos.

A SOS – Salvem o Surf agradece a todos os que passaram pela nossa banca, palestra e acções durante o evento do World Tour, em Peniche. A equipa da SOS sai reforçada após este evento e acredita ainda mais que está próximo o dia em que Portugal passará a preservar o valioso recurso natural das suas praias: as ondas.

Mais informações, fotografias e videos na nova página de Facebook da SOS – Salvem o Surf.

Link da nossa nova página do facebook: http://www.facebook.com/pages/SOS-Salvem-o-Surf/145404585556836

Pela primeira vez, a S.O.S – Salvem o Surf vai juntar-se ao GreenFest, o maior evento de sustentabilidade do país!

Inspirado no formato americano, o GreenFest é o maior evento de sustentabilidade do país, celebrando o que de melhor se faz nas três vertentes: económica, social e ambiental. Após o enorme sucesso dos anos anteriores, o GreenFest prepara-se para a quarta edição do evento, a decorrer entre os dias 28 de Setembro e 02 de Outubro, no complexo FIARTIL, Estoril.

É com orgulho que a S.O.S – Salvem o Surf tem o prazer de anunciar a sua primeira participação neste grande evento. Durante os cinco dias do evento, a S.O.S estará presente no GreenFest para dar a conhecer aos visitantes o projecto da associação, bem como recolher assinaturas de novos sócios para que a S.O.S continue a crescer.

Relembramos que esta é também a primeira vez que a S.O.S tira o pé da areia e participa num evento fora do âmbito do surf para se juntar a outros movimentos de defesa do ambiente.

Mas há muito mais para ver e experienciar no GreenFest 2011. Entre os quais, um Swap Market [um mercado de perder a cabeça, onde poderá trocar objectos em bom estado, que já não usa, por outros que sempre lhe fizeram falta. Um mercado de trocas de bens, que não envolve dinheiro]; Mercado Biológico; Workshops e Actividades Lúdicas e Desportivas. Consulta toda a programação no site do evento (ver link).

A S.O.S – Salvem o Surf conta com a vossa visita e o vosso precioso apoio!


Link para site do GreenFest: http://www.greenfestival.pt/2011/

Vídeo de apresentação do GreenFest: http://www.youtube.com/watch?v=MNZMZwTn0mA&feature=player_embedded

A World Surfing Reserves (WSR) acaba de anunciar a data para a cerimónia de consagração da Ericeira como Reserva Mundial de Surf. Assim, o dia 14 de Outubro de 2011 entrará para a história do surf e de Portugal, como a data de implementação da segunda Reserva Mundial de Surf no mundo e a primeira na Europa. Esta cerimónia consiste na última etapa de um longo caminho de candidatura, aprovação e agora oficialização da costa Ericeira como Reserva Mundial de Surf.

No seu comunicado a WSR congratula-se pela constituição de uma equipa local da Ericeira, liderada por Jorge Cardoso que em parceria com a S.O.S – Salvem o Surf irá promover uma plano de actividades com o intuito de proteger e potenciar a Reserva Mundial de Surf da Ericeira.

É com grande satisfação que a S.O.S – Salvem o Surf recebe esta notícia. Em parceria com a Associação de Amigos da Baía dos Coxos (AABC), a Ericeira Surf Club (ESC), a Câmara Municipal de Mafra e todos os locais da Ericeira, a S.O.S irá agora desenvolver todos os esforços para que a Reserva Mundial de Surf da Ericeira seja um grande sucesso.

A associação esteve recentemente, através do seu presidente Pedro Bicudo e João de Macedo, reunida com a congénere norte-americana Save The Waves Coallition. Deste encontro saiu o acordo de uma parceria entre as duas associações que em muito poderá beneficiar o surf português.

Destaque ainda para os surfistas profissionais Tiago Pires e Joana Rocha, ambos locais da Ericeira, que serão os embaixadores oficiais da Reserva Mundial de Surf da Ericeira.

Nas próximas semanas serão publicados mais detalhes sobre a cerimónia de consagração da Ericeira como Reserva Mundial de Surf, tais como o local exacto do evento e quais os pontos altos desta cerimónia que promete ser um marco na história do surf nacional.

Photo: Carl Steindler

Em 2011, como já é habitual, a S.O.S. volta a integrar o festival MUSA Cascais.      Desta vez, a S.O.S quer bater o record de participantes na construção do maior logo gigante aquático alguma vez feito no nosso país. O objectivo é relembrar o Projecto de Recife Artificial de São Pedro do Estoril.

Durante o próximo fim-de-semana, a praia de Carcavelos volta a receber o festival MUSA Cascais, um evento musical com uma forte componente ambiental que pretende ser fonte de inspiração para um lifestyle mais sustentável.

Como nas edições anteriores, a S.O.S volta a marcar presença no MUSA Cascais. Com o objectivo de relembrar o Projecto de Recife Artificial para o surf de São Pedro do Estoril, um empreendimento bastante querido dos surfistas, a S.O.S. pretende levar a cabo o maior logótipo SOS da história da associação, batendo assim o actual número de 200 participantes do logótipo da Figueira da Foz. Para tal, espera-se uma grande afluência de público à praia de S. Pedro do Estoril na tarde do próximo Sábado. Os interessados devem levar prancha própria (surf, longboard, bodyboard, SUP, kayak etc.). De salientar que a S.O.S estará a partir das 14 horas na praia de São Pedro do Estoril para esclarecer todos os interessados sobre o Projecto de Recife Artificial e venda de merchandizing.

Praia de São Pedro do Estoril (Sábado, 2 de Junho)

14h00 – Início da concentração, divulgação S.O.S.

14h30 – Registo de participantes (participantes têm direito a um bilhete para o festival MUSA)

15h30 – Logótipo SOS

Antes do logótipo, realiza-se a Remada Musa Cascais 2011, promovida pelo Surfing Clube de Portugal e a Criativa, com partida marcada em Cascais (15h00) e chegada à praia de São Pedro do Estoril. Sendo de prever que a maioria dos participantes da Remada integre o logótipo da S.O.S.

Durante cerca de uma semana, o bom tempo, as boas ondas e os melhores surfistas do mundo atraíram centenas de pessoas à pitoresca vila da Ericeira. Em colaboração com a Quiksilver e a Quiksilver Foundation, também a SOS – Salvem o Surf marcou presença no Quiksilver Pro Portugal 2011, em Ribeira d’ Ilhas, praia integrada na Reserva Mundial de Surf da Ericeira, para divulgar a missão da S.O.S e o trabalho que esta associação em franca expansão tem vindo a desenvolver nos últimos anos.

Numa pareceria inédita com o “braço verde” da marca Quiksilver – a Quiksilser Foundation – a direcção e os voluntários da S.O.S prestaram informações ao público sobre a recente eleição da World Surf Reserve da Ericeira e a importância da preservação das ondas para o surf.

À equipa de Ambiente da S.O.S, liderada por Ana Horta e Rita Marteleira, coube ainda assegurar a gestão ambiental do WQS prime, preparando com os responsáveis da Quiksilver Foundation uma lista de medidas para minimizar os impactes ambientais do campeonato, com a especial preocupação de este se realizar numa das sete praias da Reserva Mundial de Surf. Apesar do valor enorme das nossas ondas para o surf, Portugal não tem conseguido preservar as ondas que constituem verdadeiros estádios naturais para a prática do surf, na maioria das nossas regiões costeiras. Assim, este tipo de medidas revelam-se cruciais num campeonato das dimensões do Quiksilver Pro 2011.

Durante o campeonato a S.O.S verificou com todo o cuidado o cumprimento da checklist ambiental. O público também mostrou muito civismo, tendo quase todos os espectadores respeitado as delimitações das arribas, utilizado os ecopontos e estacionado os veículos correctamente.

Tiago Pires e Quiksilver dão precioso apoio à S.O.S.

A SOS agradece à Quiksilver e aos voluntários todo o apoio e dedicação revelada durante o evento. Também agradece aos speakers do campeonato que foram incansáveis a destacarem as acções da S.O.S. Ao Tiago Pires que doou uma preciosa prancha e à Quiksilver Foundation que doou t-shirts que foram muito importantes para a recolha de fundos, a S.O.S agradece todo o empenho.
Neste evento, a S.O.S conseguiu assim recolher fundos preciosos para a continuação dos seus projectos em nome da preservação do surf, não só através da venda de t-shirts S.O.S – Quiksilver Foundation, mas também pelo sorteio de uma prancha doada pelo Tiago Pires e assinada pelo mesmo.

A SOS, com mais fundos e mais voluntários está, agora, mais forte para prosseguir a sua missão!

O “SOS – São Torpes”  foi um sucesso, pois pela primeira vez os surfistas mostraram que pretendem que o surf seja preservado e desenvolvido no Alentejo. Os surfistas locais estão empenhados em preservar o desporto, não só pela qualidade de vida dos residentes nos municípios vizinhos, mas também para os muitos turistas que visitam o Alentejo.

Como anteriormente anunciado, a associação S.O.S. – Salvem o Surf esteve, no passado fim-de-semana de 21 e 22 de Maio, na região de Sines com o intuito de esclarecer surfistas e comunidade local sobre os impactes da obra de extensão do molhe do Porto de Sines em São Torpes.

S.O.S. e a Administração do Porto de Sines

Esta acção já se tinha iniciado há umas semanas atrás quando a Administração do Porto de Sines (APS) acordou uma cordial reunião com a SOS. Uma reunião que se revelou bastante importante para o surf, pois devido a uma lacuna legal, os impactes no surf não são estudados, por regra, nas obras costeiras, e a SOS tem tentado salientar, obra a obra, a importância dos impactes no surf.  No seguimento dessa reunião, a APS já facultou à SOS estudos realizados sobre a praia de São Torpes, contratados pela APS, o que a SOS agradece.

Assim, o passado fim-de-semana ficou marcado pela adesão da comunidade surfista local à causa da SOS – Salvem o Surf. Cerca de uma centena de surfistas participou directamente no logótipo humano “SOS” e na conferência “SOS – SãoTorpes”.

Em parceria ambiental com o Circuito Regional de Surf do Alentejo organizado pelo Sines Surf Clube, a SOS aproveitou a presença de muitos surfistas e banhistas na praia dos Aivados para –  durante o dia de sábado – sensibilizar a comunidade local para a causa da SOS-Salvem o Surf, incluindo uma tenda onde os  voluntários da SOS facultaram esclarecimentos e documentos, e angariaram donativos.

Os impactes das obras do Porto de Sines na praia de São Torpes

Pelas 19h30, realizou-se no Centro de Artes de Sines a conferência “SOS–São Torpes”, numa sala muito bonita e bem equipada, que se revelou pequena para o efeito. A conferência foi aberta por André Teixeira, presidente da Associação de Surf do Alentejo. O segundo orador foi Sérgio Santos, Presidente do Sines Surf clube. Em seguida o professor do IST e presidente da SOS, Pedro Bicudo explicou quais os impactes do prolongamento do molhe na Praia de São Torpes. As alterações das condições para a prática do surf, afectando algumas das melhores ondas da região alentejana, bem como a alteração do extenso areal da praia de São Torpes são os principais impactes expectáveis. Por fim, houve um debate público, muito participado, sobre o futuro do surf no município de Sines.

Logótipo Humano SOS

No dia seguinte a SOS voltou a estar presente no Circuito Regional de Surf do Alentejo, desta vez na praia do L-Point. O bom tempo, as excelentes ondas, e a realização das finais do campeonato regional de surf e bodyboard atraíram centenas de pessoas à praia. Para finalizar a acção da SOS – Salvem o Surf foi elaborado na água, com surfistas e bodyboarders, o logótipo humano gigante “SOS” que contou com a participação de quase uma centena de surfistas.

Durante o evento “SOS – São Torpes” foram dados os primeiros passos para a criação de um núcleo regional da SOS – Salvem o Surf. Os surfistas alentejanos estão empenhados em preservar as praias da região e apoiar estudos e projectos que possam desenvolver o surf, tendo sempre em conta o grande pólo industrial e o porto estratégico de Sines, de modo a que estes sejam compatíveis com um surf ao mais alto nível.

A associação SOS congratula-se pelo sucesso desta iniciativa e volta a agradecer a surfistas e à comunidade local que aderiram à causa SOS – Salvem o Surf.

ALOHA!

Ainda sobre  a questão das zonas balneares e a marcação da chamada época balnear, sua gestão e planeamento, o seu relacionamento com os desportos de ondas, nomeadamente a salvaguarda de ondas e relação com os banhistas, que nos últimos dias se tornou assunto do momento com surfistas a fazerem salvamentos, os Açores assumem a vanguarda no país, com zonas de surf devidamente assinaladas nos planos e com predominância sobre outros usos e época balnear alargada, inclusive em funcionamento todo o ano:

http://www.azores.gov.pt/GaCS/Noticias/2011/Abril/Gest%c3%a3o+das+zonas+balneares+a%c3%a7orianas+est%c3%a1+sujeita+a+novo+regime+jur%c3%addico.htm

O DLR foi aprovado no parlamento regional e agora é só esperar pela sua publicação.

Duas notas MUITO importantes:

A) Dispõe também que os planos de ordenamento aplicáveis à zona costeira definam as áreas reservadas “à prática de desportos de ondas e de windsurf”, sendo que, nessas áreas, a prática daqueles desportos “tem precedência sobre todos os usos, incluindo o uso balnear”.

B) Por sua vez, a duração da época balnear para cada água balnear é definida “em função dos períodos em que se prevê uma grande afluência de banhistas, tendo em conta as condições climatéricas e as características geofísicas de cada zona ou local, e os interesses sociais ou ambientais próprios da localização”.

Conforme estipula o diploma, a época balnear para cada água é fixada por portaria governamental, sendo que, na ausência dessa definição, a época balnear decorrerá entre 1 de Junho e 30 de Setembro de cada ano. Este diploma é uma conquista, também, da comunidade de praticantes de surf e bodyboard e das suas associações regionais.

Assim salvam-se vidas e salvam-se ondas!

O Quiksilver Pro Portugal assinala a primeira colaboração entre a Fundação Quiksilver e a associação ambiental S.O.S. em Portugal.

Uma vez que a Ericeira foi reconhecida, em 2010, como Reserva Mundial de Surf – a primeira da Europa – a SOS foi escolhida pela Fundação Quiksilver para ser parceira oficial do evento para a sustentabilidade ambiental. O objectivo: minimizar o impacto da realização do evento e preservar as ondas.


Esta organização, que tem vindo a desempenhar um papel activo na classificação das ondas da Ericeira, terá duas missões importantes durante o Quiksilver Pro Portugal:

· Um papel executivo, no desenrolar do evento, no sentido de proteger a praia, a água e o enquadramento natural. Será, igualmente, mediadora entre entidades locais, de forma a assegurar um impacto mínimo no ambiente.

· Um papel educacional e informativo a propósito da Reserva Mundial de Surf. A SOS e a Fundação Quiksilver disponibilizarão documentos, filmes e brochuras sobre a protecção do oceano durante todo o evento.

Apareçam!

O ciclo de conferências “Salvar Ondas e Orlas Costeiras” começou da melhor maneira na Ericeira, onde mais de 100 pessoas receberam entusiasticamente esta iniciativa. Lisboa, Peniche e Figueira da Foz, foram os anfitriões das nossas restantes palestras.
Perante uma audiência atenta e participativa, foram apresentadas palestras unidas pelos conceitos de reserva mundial de surf, desenvolvimento sustentável e participação activa da comunidade.

Para reforçar a importância da protecção das ondas e do desenvolvimento ambiental e sócio-económico de uma região, o Prof. Pedro Bicudo, Presidente do S.O.S., apresentou vários exemplos de ondas “perdidas” em Portugal cujos impactes negativos se repercutiram sobre vários aspectos ecológicos e sócio-económicos para além do surf. Foi dado recentemente o alerta para mais duas ondas “em perigo”: S. Torpes, em Sines e Santa Catarina, nos Açores, pelo que o Presidente do S.O.S. voltou a apelar para a necessidade de integrar, nos estudos de impacte ambiental, o surf como actividade passível de ser afectada por projectos costeiros.

As Reservas Mundiais de Surf foram o tema principal das palestras de João de Macedo, que abordaram, numa retrospectiva histórica, a origem deste conceito, a sua implementação e as potencialidades desta “ferramenta” na protecção não só da cultura do surf mas também do oceano e da orla costeira.

A finalizar as conferências, Mark Massara – que, como advogado, já ganhou processos ambientais de milhões de dólares – consolidou com “chave de ouro” a mensagem “Salvar Ondas e Orlas Costeiras”. Utilizando exemplos de experiências pessoais na defesa do património natural da Califórnia, Mark  procurou mostrar que o sucesso do activismo ambiental reside sobretudo no envolvimento e participação da comunidade surfista e não surfista, que pode fazer a diferença mesmo quando já existem argumentos suficientes do ponto de vista técnico e ambiental. Outro aspecto a reter desta apresentação, refere-se à existência de uma entidade responsável em exclusivo pela gestão da costa: a California Coastal Commission e o respectivo California Coastal Act, fundamentais para analisar e aprovar iniciativas privadas e públicas que visam intervenções na orla costeira. A aposta na educação dos mais novos e o projecto www.californiacoastline.org são outros aspectos a reter de uma palestra que cativou em pleno a audiência.


As conferências S.O.S. contaram com o apoio institucional da Câmara Municipal de Mafra, da Junta de Freguesia da Ericeira, do Instituto Superior Técnico, da Câmara Municipal de Peniche e da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Esta iniciativa é patrocinada pela Quicksilver Foundation, Peniche Surf Camp, Surfcastle, Baleal Surf Camp, 58 SurfShop e pela Xcult Surfboards. Somos também apoiados pela Fuel TV como media partner.

SOS SALVEM O SURF, ENTREVISTA EXCLUSIVA – FUEL TV PORTUGAL

É já este sábado às 17 horas que vamos finalizar o ciclo de conferências, com uma quarta e ultima sessão na Figueira da Foz, no dia 19 de Fevereiro. Desta feita, o programa contará também com a contribuição do surfista local Eurico Gonçalves, sobre a perspectiva de integração do surf na dinâmica local da cidade, no Centro de Artes e Espectáculos.

Para reforçar a importância da protecção das ondas e do desenvolvimento ambiental e sócio-económico de uma região, o Prof. Pedro Bicudo, Presidente do S.O.S., apresenta vários exemplos de ondas “perdidas” em Portugal cujos impactes negativos se repercutiram sobre vários aspectos para além da afectação do surf. Foi dado recentemente o alerta para mais duas ondas “em perigo”: S. Torpes e Santa Catarina, pelo que o Presidente do S.O.S. voltou a apelar para a necessidade de integrar, nos estudos de impacte ambiental, o surf como actividade passível de ser afectada por projectos costeiros. A Reserva Mundial de Surf é o tema principal da palestra de João de Macedo que aborda, numa retrospectiva histórica, a origem deste conceito, a sua implementação e as potencialidades desta “ferramenta” na protecção não só da cultura do surf mas também do oceano e da orla costeira. A finalizar a conferência, Mark Massara – que, como advogado, já ganhou processos ambientais de milhões de dólares – consolida com “chave de ouro” a mensagem “Salvar Ondas e Orlas Costeiras”. Utilizando exemplos de experiências pessoais na defesa do património natural da Califórnia, Mark  procura mostrar que o sucesso do activismo ambiental reside sobretudo no envolvimento e participação da comunidade surfista e não surfista, que pode fazer a diferença mesmo quando já existem argumentos suficientes do ponto de vista técnico e ambiental. Outro aspecto a reter desta apresentação, refere-se à existência de uma entidade responsável em exclusivo pela gestão da costa: a California Coastal Commission e o respectivo California Coastal Act, fundamentais para analisar e aprovar iniciativas privadas e públicas que visam intervenções na orla costeira. A aposta na educação dos mais novos e o projecto www.californiacoastline.org são outros aspectos a reter de uma palestra que cativa em pleno a audiência.

O ciclo de conferências “Salvar Ondas e Orlas Costeiras” começou da melhor maneira na Ericeira, onde mais de 100 pessoas receberam entusiasticamente esta iniciativa no passado sábado e, na passada segunda feira dia 14, cerca de 50 estiveram em Lisboa, na nossa segunda palestra, realizada no anfiteatro do complexo interdisciplinar no Instituto Superior Técnico, bem como em Peniche na nossa terceira. Perante uma audiência atenta e participativa, foram apresentadas palestras unidas pelos conceitos de reserva mundial de surf, desenvolvimento sustentável e participação activa da comunidade.

Este ano, Peniche receberá novamente uma etapa do World Tour, um evento que, a avaliar pela estreia do ano passado, trará milhares de pessoas às praias de Peniche. Para além de todas as infra-estruturas necessárias, incluindo a sua montagem e as alterações dos terrenos necessárias à sua implementação, há ainda que ter em conta os milhares de pessoas que invadem os areais nesses dias, as deslocações e os resíduos produzidos por essas multidões, bem como a acessibilidade a essas praias. E isto tudo num ecossistema tão sensível como as praias e as dunas.

De acordo com as informações prestadas por Francisco Spínola, da RipCurl, e por António José Correia, presidente da Câmara Municipal de Peniche, a equipa do SOS constatou que a integração ambiental do evento foi este ano alvo de maiores preocupações por parte da organização, contando com a ajuda de vários parceiros ambientais como a Surfriders Foundation, a WWF (World Wide Fund for Nature), a RipCurl Planet, a Sociedade Ponto Verde, a Carbono Zero, e ainda com a colaboração técnica da ARH (Administração de Região Hidrográfica), numa iniciativa inédita em Portugal em campeonatos de surf.

Assim, neste RipCurl Pro a estrutura na praia de Supertubos será assente em estacas de forma a minimizar o peso exercido sobre as dunas e a destruição da vegetação que as mantém erguidas, sendo estas também protegidas por vedações para impedir que sejam pisadas. Também no Pico da Mota, as falésias serão protegidas por essas vedações.

As escavações de areia em Supertubos, uma das preocupações levantadas pelos surfistas locais, é apenas a mínima necessária e não terá influência nos fundos do pico, uma vez que o volume de areia mexida é relativamente pequeno e sempre no cimo da praia, e será reposto depois de terminado o evento.

Haverá recolha selectiva de lixo nas praias e limpeza dos areais pela CM Peniche, bem como a compensação das emissões de CO2 produzido nas deslocações do staff, através da Carbono Zero. É ainda de salientar que os flyers do evento foram impressos em papel reciclado e com tintas não nocivas para o ambiente e que as t-shirts oficiais do evento são feitas em algodão orgânico.

O SOS, que estará presente com a habitual recolha de assinaturas e venda de t-shirts, recomenda, por fim, a todos aqueles que assistam a este espectáculo de surf que irá acontecer em Peniche, que tenham sempre em mente a conservação das nossas praias:

  • Recolhendo todo o lixo produzido e depositando-o no ecoponto adequado que poderão encontrar nas praias;
  • Evitando o uso do automóvel e usando os 4 Shuttles que a RipCurl irá disponibilizar para fazer a ligação Baleal – Pico da Mota;
  • Evitando o estacionamento nas dunas ou fora dos parques criados para o efeito e limitando-se a circular nos trilhos já existentes;
  • Evitando colocar-se debaixo das falésias em erosão e em cima das dunas.
O SOS tem vindo a acompanhar a questão do Rabo de Peixe. Este pico triangular situado no meio da Baía de Rabo de Peixe era a melhor onda de São Miguel, uma excelente escola para o surf power que caracteriza os surfistas das ilhas, um pico muito consistente que apresentava frequentemente ondas até 4m com uma boa parede tanto para a esquerda como para a direita.
Ora esse pico já desapareceu há cerca de uma década com a construção do actual molhe do Porto de Pesca. Na altura o interesse económico e social do porto de pesca sobrepôs-se ao valor do surf. Entretanto os pescadores continuaram insatisfeitos com o Porto, que não correspondeu às expectativas dos mesmos.
Ainda resta outra onda, a Esquerda da Policia, junto à arriba do lado Poente da baía, um point break de ondas grandes. É esta onda que os surfistas da ilha de São Miguel estão agora tentar preservar pois perspectiva-se uma ampliação do Porto de Rabo de Peixe.
O SOS fará o que puder para apoiar o movimento de surfistas de Rabo de Peixe, pois os surfistas locais, incluindo as associações Açoreanas, estão todos a convergir para resolver o problema sem radicalismos e com unanimidade.
Recordamos que o SOS tem sócios que pertencem às diversas associações ou grupos de surfistas açorianos, tais como a ASSM a AST a WRA, a USBA (associações listadas por ordem alfabética).
O SOS Salvem o Surf já contactou as associações, e ofereceu todo o seu apoio que incluirá um apoio técnico, para a resolução pacífica desta questão.
Os surfistas estão a recolher informações sobre o projecto para Rabo de Peixe, sendo que o Governo Regional já apresentou o projecto aos pescadores numa sessão pública. Perspectiva-se uma reunião de surfistas daqui a poucos meses, na qual o SOS deverá participar.

Para prepararmos a nossa participação na reunião, estamos a escrever um relatório técnico do SOS sobre a onda de Rabo de Peixe, para o qual entretanto pedimos o apoio de João Brilhante. O nosso objectivo seria incluirmos possivelmente os seguintes capítulos no relatório:
1- O surf no rabo de peixe (a- hidrodinâmica e b- sociedade);
2- Melhorar a navegabilidade do porto;
3- Melhorar o surf e o porto.

O primeiro autor deverá ser João Brilhante, surfista açoriano com larga experiência de oceanografia e também conhecedor dos anseios dos pescadores, que apresentou na última 7th International Surfing Reef Symposium 2010 na Austrália uma palestra (em co-autoria com Nuno Cardoso e Pedro Bicudo) “Surf & Harbour Protection Reef, Mosteiros Azores”, dedicada ao surf e a navegabilidade dos Mosteiros, também na Ilha de São Miguel.

+Info: http://www.surfingramps.com.au/SurfingSymposium.htm

A associação ambiental S.O.S. – Salvem O Surf, em parceria com a associação cultural Criativa, organizadora do Festival MUSA, organizaram no passado dia 30 de Junho de 2010, pelas 13h, uma manifestação para lembrar a importância vital dos oceanos nas nossas vidas.

Vários surfistas com as suas pranchas se juntaram à causa no Marques de Pombal, em pleno centro de Lisboa, para alertar para esta causa, pois “Mais de metade do Oxigénio que respiramos vem dos Oceanos, Preocupas-te?”.

“Queremos sensibilizar as pessoas para a preservação e salvação dos oceanos”, explica Pedro Bicudo presidente da S.O.S. “E fizemos isto de uma maneira criativa e inovadora levando as pranchas para o Marques de Pombal”, acrescenta. Pedro Bicudo adianta ainda que “este ano levámos a associação a dar um passo mais à frente com a futura transformação da S.O.S. numa Organização Não Governamental de cariz Ambiental (O.N.G.A.), agora que estamos quase a atingir a nossa meta de termos mais de 2000 sócios”.

O Prof. Pedro Bicudo, Presidente da associação ambiental SOS – Salvem O Surf, recebe o 1o prémio Paez do Mês, em nome da Paez e da Associação Nacional de Surfistas (ANS), que foi designado o “Paez do Mês” de Maio de 2010, que visa distinguir o Surfista que mais contribua para o desenvolvimento da modalidade.

O júri teve em conta o esforço desenvolvido pela SOS – Salvem o Surf, associação a que Pedro Bicudo preside, durante o mês de Maio tendo em vista o reconhecimento como ONGA (Organização Não Governamental Ambiental), mas acima de tudo devido ás acções passadas  como o SOS St.º Amaro, o de Carcavelos, o da Costa da Caparica e recentemente o do Cabedelo, bem como o seu propósito.

O prémio foi dedicado ao SOS – Salvem o Surf, e foi recebido pelo seu Vice-Presidente Pedro Monteiro. No seu discurso, Pedro Monteiro destacou a campanha do SOS para chegar aos 2000 sócios afim de o SOS se poder registar como uma Organização Não Governamental Ambiental de cariz Nacional.

Mais informações sobre o prémio Paez, em:
http://www.ansurfistas.com/ntc_detalhe.php?zID=5&aID=383

Designed by PixelReply based on Theme: Motion by 85ideas